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  • Tipo: Press release
  • Data: 30/6/2013

A vez e a hora do mercado empreendedor no Nordeste 

Setor vem crescendo aceleradamente na região de 2º maior PIB do Brasil.

Com o fortalecimento da economia e a atração de investimentos estrangeiros, o Brasil segue no ritmo de novos negócios e oportunidades. E um dos setores mais promissores é o mercado empreendedor (formado por pequenas, médias e até grandes empresas não reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários). Nos últimos anos, muitas companhias buscaram cultivar uma mentalidade estratégica e capacidade necessária para impulsionar o crescimento da receita e se aproximar de uma base de clientes mais ampla ao explorar novos mercados. Em troca, já começaram a colher resultados significativos com impactos positivos para o País.


Crescendo em ritmo mais acelerado que a média nacional e com o segundo maior PIB do País, a Região Nordeste tem grande potencial de crescimento e já ocupa um lugar de destaque na economia brasileira. Neste cenário, as oportunidades do mercado empreendedor têm crescido a passos rápidos, estimuladas pelas melhorias previstas como a construção da nova refinaria de petróleo e gás, realização da Copa do mundo (com o desenvolvimento dos setores alimentício, turismo, hotelaria, logística, transportes), aumento da taxa de crescimento regional acima da média nacional, fortalecimento da classe média, entre outros. Com isso, as empresas do mercado empreendedor têm se tornado parcela relevante da indústria regional, principalmente, no que se refere à geração de empregos e renda e ao desenvolvimento de novos serviços e negócios.


Podemos notar que o fortalecimento do mercado empreendedor trouxe também uma mudança de perfil das empresas, principalmente, as de origem familiar que estão buscando se desenvolver em um ambiente de negócios competitivo. Nesse movimento de reconfiguração, muitas começaram a perceber que esse é o cenário para que possam crescer rapidamente e ganhar espaço mesmo em regiões distantes ou pouco visadas. Apesar de fazerem parte de um mercado não regulado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), elas estão buscando profissionalização e competitividade, bem como se adequar às normas fiscais, contábeis e trabalhistas para que possam atuar dentro da legalidade. Ainda fazem parte desse processo a construção de uma estrutura de governança corporativa, priorizando um plano de sucessão e profissionalização da empresa, abrangendo a implantação de sistemas, processos, controles internos e desenvolvimento de talentos e habilidades.


Do outro lado, o governo oferece algumas formas de deslanchar o acesso dessas empresas às formas de captação de novos recursos para projetos futuros visando estimular a entrada no mercado. Duas fontes de financiamento criadas especificamente para este setor são oferecidas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e pelo Bovespa Mais (segmento da Bolsa de Valores brasileira dedicado às empresas de menor porte). Tudo isso faz parte de um movimento de fundos de investimentos, bancos, associações de classes, governo e CVM na busca tornar mais viável e prático o acesso dessas empresas ao mercado de capitais.


Em comparação com os outros países, o Brasil ainda tem uma grande fatia de crescimento voltado para o mercado empreendedor. Acreditamos sim que esse é o momento para que as empresas, principalmente, da Região Nordeste possam crescer e mostrar a sua importância e peso para a economia brasileira.

João Alberto Silva Neto e Eliardo Vieira são sócios do escritório de Fortaleza da KPMG no Brasil.

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