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  • Tipo: Press release
  • Data: 5/12/2012

Tratado internacional sobre o clima 

Yvo de Boer sugere um consenso entre os países participantes da COP18 que contribua para a redução dos problemas causados pelas mudanças climáticas.

O consultor global especial sobre Mudanças Climáticas e Sustentabilidade da KPMG, Yvo de Boer, participa da COP 18 (Conferência das Partes 18), avaliando ser ainda importante que os países participantes do evento consigam obter consenso para firmar um tratado internacional que contribua para a redução dos impactos do desenvolvimento humano sobre o meio ambiente. O evento, que começou nesta semana, em Doha, capital do Qatar, e é realizado pela Convenção-Quadro sobre Mudanças do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU)

 

“O progresso em prol de um acordo internacional sobre uma solução para o problema das mudanças climáticas tem sido demasiadamente lento, prejudicado pelos desentendimentos sobre pontos fundamentais entre os países envolvidos, desentendimentos esses que se intensificaram com a crise financeira. Pouco se espera da reunião da Conferência das Partes (COP 18) em Doha – então já é hora de abandonar totalmente a ideia de um tratado sobre o clima? Por que não desistir e enfocar esforços nacionais e regionais para lidar com as mudanças climáticas? Afinal de contas, a negociação de um acordo global é lenta e frustrante”, questiona o especialista, que já foi secretário-executivo da Convenção-Quadro sobre Mudanças do Clima.

 

Para De Boer, “não só a climatologia está em constante evolução, mas os 197 países que se encontrarão em Doha têm pontos de vista e interesses diametralmente opostos. O progresso pode ser bloqueado de maneira muito fácil. No entanto, um acordo global permanece um objetivo pelo qual vale a pena lutar”.

 

De acordo com o consultor da KPMG, os governos, empresas e sociedade civil, todos têm muito a ganhar por quatro razões principais: o maior benefício seria em relação aos próprios esforços regionais e nacionais, pois um acordo global traria força e consistência às políticas climáticas nos países individuais; uma estrutura de política mais consistente traria um segundo benefício, porque, caso haja um acordo global que vincule juridicamente os países, as empresas e investidores saberão que o rumo não será alterado independentemente dos eventos do dia-a-dia; um acordo global criaria transparência, permitindo que os esforços de um país fossem comparados aos de outro,

 

ajudando a garantir que a solução dada ao problema das mudanças climáticas em um local não leve simplesmente à transferência das atividades nocivas para outro local; e, finalmente, isso introduziria um elemento de padronização de maneira que todos os países saberiam estarem participando da mesma batalha e de acordo com as mesmas regras, além do fato que o cumprimento das regras seria supervisionado pelos grupos da sociedade civil, que poderiam responsabilizar as partes e garantir que todos os países cumprissem as obrigações.

 

“Sabemos que é muito difícil, que os desafios são enormes, especialmente em um momento de crise que afeta a economia de inúmeros países de todo o mundo, especialmente estando alguns deles entre os mais desenvolvidos. No entanto, sair de Doha sem conseguir um compromisso conjunto pode significar a perda de uma oportunidade única para fazer com que todos caminhem convictos e unidos na direção da preservação de nosso planeta”, afirma Ricardo Zibas, gerente sênior da área de Sustentabilidade da KPMG no Brasil, que participa como integrante convidado da mesa do evento paralelo “Carbon Management in the Supply Chain: a top-down approach in Brazilian scenario”, a ser promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), no dia 4 de dezembro, em Doha, durante a Conferência de Mudanças do Clima.

 

“Em que pese ser importante que todos se comprometam a reduzir as emissões, e que as medidas sejam reais, mensuráveis e verificáveis, é claro também que muitos países precisarão de ajuda da comunidade internacional para fazê-lo. Essa ajuda deve ficar sujeita às mesmas rígidas exigências de prestação de contas aplicadas às medidas de redução das emissões. A melhor maneira de atingir isso é por meio de um tratado internacional – mais uma razão por que vale a pena lutar por um tratado como esse a ser negociado em Doha neste ano”, conclui De Boer.

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