Brasil

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  • Indústria: Infrastructure, Government and Healthcare
  • Tipo: Press release
  • Data: 30/6/2013

Perspectivas globais para o setor de saúde 

Sistemas de saúde devem enfrentar anos críticos que exigirão mudanças.

Um estudo publicado KPMG mostra que o período entre os próximos cinco a dez anos será crítico para os sistemas de saúde, na medida em que eles buscam outros meios para lidar com o rápido crescimento e envelhecimento populacional, o que ameaça a sua sustentabilidade no longo prazo. Por isso, muitos dos setores de saúde precisam considerar a necessidade de uma reforma radical para superar o desafio do aumento de custos e demanda.


O relatório Something to teach, Something to learn: Global perspectives on healthcare (Algo para ensinar, algo para aprender: perspectivas globais para o setor de saúde), que entrevistou profissionais de organizações líderes em saúde em 22 países, aponta a necessidade de diálogo e de comprometimento em âmbito global com a finalidade de compartilhar conhecimento e inovação. Além disso, o estudo enfatiza a necessidade de desenvolver estratégias de transformação que superem os desafios enfrentados pelos sistemas de saúde no mundo inteiro.


Para Mark Britnell, líder da área de Saúde da KPMG International, "organizações e sistemas de saúde têm seu próprio mercado e ambiente regulatório para levar em consideração, mas existem muitos desafios em comum entre eles. Não deveria haver desculpas para a falta de urgência e 'não fazer nada' não é uma opção."


Marcos Boscolo, líder da área de saúde da KPMG no Brasil, explica a situação brasileira. “O setor de saúde no Brasil possui dois mundos distintos: o privado, acessado por uma pequena parcela da população; e o público, que em sua maioria encontra-se sucateado, e que não está preparado do ponto de vista humano e tecnológico para atender com qualidade e rapidez as necessidades da população, principalmente a população mais idosa, que necessita de cuidados especiais”.


O relatório identifica alguns fatores determinantes em comum que estão moldando o setor de saúde mundial e ainda enfatiza a necessidade do início de um diálogo internacional. Além disso, o estudo indica vários países que estão utilizando estratégias que proporcionam melhorias na qualidade e, ao mesmo tempo, economia com a diminuição de custos.


As principais constatações do relatório incluem:

 

  • A mudança de "volume para valor" nos sistemas de saúde, que estão buscando eliminar a recompensa pela quantidade em detrimento à qualidade (o número de tratamentos realizados em vez de benefícios aos pacientes e de melhorias gerais para a saúde da população);
  • O relacionamento entre pacientes, médicos, contribuintes e prestadores de serviços de saúde é essencial. Evidências mostram que os pacientes geralmente tomam decisões melhores (e mais eficazes em termos de custos) quando são devidamente informados sobre suas opções;
  •  Os pacientes estão exigindo ter mais controle sobre seu próprio tratamento, pressionando os médicos para que eles deixem o papel de 'Deus' e assumam o papel de 'Orientador'.

 

Esses fatores determinantes preveem a necessidade de uma transformação em direção a:

 

  • Uma nova geração de "gestores ativistas" - tanto governos, quanto companhias de seguros - que estão reinventando-se como agentes transformadores por meio de contratações seletivas e direcionadas e fazendo com que os prestadores de serviços de saúde repensem seus modelos para trazer soluções mais inovadoras e integradas.
  • Prestadores de serviços de saúde que assumam a responsabilidade pelos resultados e pelas melhorias relacionadas à saúde. Isso pode significar a adaptação de hospitais por meio de sua transformação em 'sistemas de saúde' responsáveis por todos os tipos de tratamento e pela saúde de sua comunidade.
  • O surgimento de uma forma mais genuína de parcerias à medida que os prestadores de serviços de saúde e os contribuintes começam a enxergar os benefícios relacionados à qualidade e aos custos que poderão surgir a partir de uma integração eficaz e de um foco em resultados.


Sobre o relatório:


A KPMG reuniu quarenta especialistas de organizações líderes no setor de saúde representando 22 países para realizar um debate sobre o futuro dos sistemas de saúde e para compartilhar conhecimento. O relatório Something to teach, Something to learn captura o resultado desse encontro e as perspectivas dos participantes.
 

Recomendações-chave do relatório:

Para os gestores

 

  • A necessidade de organizações capazes de fazer contratações visando resultados e valor;
  • A descoberta de novos meios de conectar os pacientes e de dar autonomia;
  • A necessidade de um foco maior na gestão da saúde da população em geral;
  • O desenvolvimento de novas habilidades e capacidades organizacionais será uma prioridade;
  • A necessidade de gestores comprometidos, motivando os prestadores de serviços de saúde a gerar inova.
Press Release -  

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