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  • Tipo: Press release
  • Data: 11/4/2013

Percepção positiva sobre gerenciamento de riscos 

Pesquisa foi realizada com 1,8 mil membros de comitês de auditoria de todo o mundo.

Apesar da incerteza econômica e da volatilidade no mercado financeiro no ano passado, a maioria dos 1.800 membros de comitês de auditoria que responderam à edição 2013 da Global Audit Committee Survey (Pesquisa Global com Comitês de Auditoria do ACI - Audit Committee Institute da KPMG) manifestou confiança no processo de monitoramento da qualidade dos relatórios financeiros, incluindo as demonstrações financeiras das empresas e na precisão, objetividade e independência das auditorias externas em relação aos seus trabalhos.

 

É claro que o nível de confiança demonstrado pelos comitês de auditoria varia de acordo com a empresa e seu país de origem. O estudo mostra, por exemplo, que quase um terço dos entrevistados considera a necessidade de um maior aprofundamento no entendimento e análise das estimativas contábeis e dos julgamentos dos administradores na elaboração das demonstrações financeiras. Além disso, percebe-se que os comitês de auditoria em todo o mundo têm se dedicado a identificar as pressões internas e externas que podem representar riscos para a integridade das demonstrações financeiras, garantir a qualidade e a consistência das informações financeiras divulgadas ao mercadoe alinhar as atividades dos auditores internos e externos.

 

Dados do Brasil

 

No geral, porém, o retrato internacional traçado pela pesquisa é positivo em relação à principal responsabilidade do comitê de auditoria, que é garantir a integridade dos relatórios financeiros e das demonstrações financeiras das empresas. No entanto, os integrantes de comitês de auditoria de muitos países são significativamente menos confiantes em relação a suas percepções sobre o monitoramento do gerenciamento de riscos das empresas.

 

Por exemplo, entre os membros 68 membros de comitês de auditoria ouvidos no Brasil (dos 1.695 pesquisados em todo o mundo), apenas 13% classificam a estrutura de gerenciamento de riscos de sua empresa robusta e contando com um sistema de gerenciamento de riscos maduro, enquanto 31% dizem que os sistemas de gerenciamento de riscos estão ainda em estágio de planejamento/desenvolvimento. A média global para a mesma questão é de 37% e 14% de respostas positivas para cada item, respectivamente.

 

Em relação à pergunta “Qual seu nível de satisfação em relação às diversas atividades das estruturas de governança estarem focadas nos riscos que representam as maiores ameaças à reputação e marca da companhia?”, apenas 29% dos brasileiros se classificam como “satisfeitos”, contra 48% da média geral da pesquisa. “Esse é o tipo de dado que aponta que, apesar de estarmos no caminho certo quando nos referimos ao monitoramento e à gestão de riscos, este assunto ainda gera grande preocupação nos comitês de auditoria no Brasil”, avalia Sidney Ito, sócio-líder de Consultoria em Risco da KPMG no Brasil.

 

Por outro lado, 49% dos entrevistados globalmente apontam como principais desafios para sua empresa os riscos relacionados às incertezas e volatilidades econômicas, políticas e sociais, enquanto um percentual menor de brasileiros (35%) destaca este item. “Isso é possivelmente um reflexo do crescimento da confiança dos brasileiros em suas instituições, já que os membros de comitê de auditoria de nosso País demonstram menos preocupação com este assunto em relação a outros considerados de maior importância. Coisa impensável há poucas décadas”, indica o executivo.

 

Diante de dados como os indicados, o ACI (Audit Committee Institute) da KPMG no Brasil elaborou uma série de prioridades a estarem no radar dos comitês de auditoria. Em relação aos temas riscos e compliance, são sugeridas:

 

  • Maior dedicação de tempo aos assuntos contábeis, no processo de elaboração das demonstrações financeiras e informações financeiras ao mercado;
  • Assegurar a qualidade da auditoria independente e definir claramente as expectativas sobre seu trabalho;
  • Monitorar o impacto do ambiente regulatório e dos negócios na estrutura de compliance da companhia;
  • Entender os riscos fiscais mais significativos e como é a estrutura existente para o seu gerenciamento; e
  • Assegurar que a auditoria interna está adequadamente focada e sendo utilizada de maneira eficaz.

 

Já em relação à governança corporativa, as prioridades para 2013 são:

 

  • Avaliar se o conselho de administração tem uma composição e uma estrutura de comitês adequada para o monitoramento efetivo dos riscos;
  • Entender como a Tecnologia da Informação e as mídias sociais estão transformando o ambiente de negócios e impactando a companhia e as atividades do conselho e do comitê de auditoria; e
  • Definir a cultura da organização e monitorar de perto o comprometimento dos gestores e dos profissionais com esta cultura.

 

Preocupação global sobre riscos

 

Voltando aos dados globais da pesquisa, enquanto 37% disseram que o programa de gestão de risco de sua empresa é "robusto e maduro, 45% afirmaram que tal iniciativa requer "trabalho substancial”; apenas um em cada quatro entrevistados considera a gestão de riscos suficiente; a qualidade das informações relacionadas a riscos – especialmente as que tratam de riscos cibernético (cyber risk), riscos sistêmicos globais e da velocidade das mudanças tecnológicas – e a disposição da direção para ouvir pontos de vista discordantes vindos das gerências médias ou de outros stakeholders sobre os riscos mais críticos a que a companhia está exposta são áreas de preocupação.

 

Um em cada três participantes disse não estar satisfeitos com a prontidão da empresa e com o plano de resposta a crises; e quase metade deles está apenas um pouco satisfeita de que as atividades de governança da empresa estão focados nos principais riscos à reputação e marca.

 

Embora esses desafios relacionados a riscos não sejam novos, os entrevistados acabam concluindo que é preciso continuar ampliando os níveis de atenção à supervisão eficaz dos riscos potenciais. Percebe-se que fatores como globalização, digitalização e aumento da regulamentação governamental estão remodelando o cenário para os negócios e riscos, com implicações significativas para a agenda dos comitês de auditoria e, potencialmente, na sua atuação neste assunto.

 

Além de suas responsabilidades principais, muitos comitês de auditoria têm hoje a responsabilidade de supervisionar os processos de gestão de risco empresarial, bem como de outros grandes riscos enfrentados pela corporação, incluindo financeiros, operacionais, de segurança cibernética e TI e relativos a compliance legal/regulatório. Na pesquisa, os pesquisados, em geral, deram notas baixas para a percepção de riscos dos próprios comitês de auditoria, incluindo o item “entender as responsabilidades do comitê sobre a percepção de risco”. Muitos também indicaram ser necessário agregar “mais expertise” entre seus membros – especialmente em temas como TI e Fusões e Aquisições – para melhorar a efetividade dos comitês.

 

Sobre a pesquisa

 

A Global Audit Committee Survey (Pesquisa Global com Comitês de Auditoria) tem como base as repostas de aproximadamente 1.695 membros de comitês de auditoria de 21 países (Brasil incluso). A sondagem feita entre agosto e outubro de 2012 e contou com a participação de integrantes de comitês de auditoria ou de instância superior equivalente.

Press Release -  

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