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  • Tipo: Press release
  • Data: 14/3/2013

Mercado de fusões e aquisições 

Confiança volta ao mercado global de fusões e aquisições em 2013 e atividade deve crescer entre as maiores empresas do mundo.

Dois estudos da KPMG mostram que 2013 deve ser um ano relevante para o mercado global de fusões e aquisições (F&A).  O primeiro, a M&A Outlook Survey (ou Pesquisa Perspectivas em F&A), elaborado pela KPMG LLP, firma-membro dos Estados Unidos da rede, aponta que, apesar de os negociadores ainda se encontrarem cautelosos em função das incertezas existentes no mercado, a grande maioria dos entrevistados afirma já estar buscando oportunidades de crescimento por meio de aquisições em 2013.

 

O segundo estudo, o Global M&A Predictor (ou Estimativa Global em F&A), da KPMG International, indica que deverá crescer a confiança para a realização de negócios na área de F&A entre as maiores empresas do mundo. A previsão é feita com base em recentes projeções de analistas, em razão do aumento de 15% dos índices Preço/Lucro (pelos quais é possível medir o apetite por negócios) destas empresas nos últimos seis meses, e de 12% em uma comparação ao ano anterior.

 

De acordo com o Predictor, as empresas parecem também ter restabelecido sua capacidade de realizar F&A, fato que é indicado por uma potencial melhoria de 15% nos índices de endividamento líquido/EBITDA das empresas estimados para o próximo ano.

 

O que havia sido observado nos últimos dois anos era uma tendência constante de aumento desta capacidade pelo fato de as empresas terem focado a redução de seus endividamentos, porém em um cenário de queda constante da confiança. Entretanto, essa tendência parece ter chegado ao fim nos últimos seis meses, uma vez que a confiança global está, de fato, aumentando para se alinhar à tendência de aumento da capacidade financeira das empresas e, consequentemente, estimular o aumento no número de negócios de F&A.

 

Em comparação a junho de 2012, a diferença entre o apetite da empresas por negócios é significativa, segundo o Predictor. Na edição anterior do estudo, projeções de analistas mostravam que os níveis de apetite para a área de F&A estavam em constante declínio. Em outras palavras: a confiança estava em declínio em todos os lugares. Contudo, ao final de 2012, a confiança começou a aumentar em quase todos os países analisados.

 

Para Tom Franks, líder global da área de Corporate Finance da KPMG e sócio da firma-membro do Reino Unido, “o panorama para 2013 é o mais positivo em dois anos, e é inegável que isso seja uma combinação vitoriosa para a saúde do mercado global de F&A. As empresas estão prontas para se desvencilhar da austeridade na procura por novas oportunidades.”

 

Apesar de uma percepção positiva também para o mercado brasileiro, de acordo com esta pesquisa, este início de ano será também pontuado por alguma relutância das empresas na conclusão de negócios, especialmente em razão de indefinições em algumas importantes áreas de nossa economia. “Apesar de o ano passado ter sido o segundo melhor para a atividade de F&A compreendendo o mercado brasileiro (com uma operação a menos que em 2011, quando houve 817 transações), percebemos um recuo considerável no apetite das empresas no último trimestre de 2012, especialmente em aquisições realizadas pelos estrangeiros no Brasil. Assim, começamos 2013 em um certo ‘compasso de espera’, com empresas um pouco mais cautelosas em relação à média do que ocorreu em 2012”, avalia Luis Motta, sócio-líder de Fusões e Aquisições da KPMG no Brasil.

 

Ainda de acordo com o Predictor, ao nível local, os indicadores apontam a Alemanha com destaque, em razão do crescimento do apetite para negócios de 26% desde junho de 2012 e uma previsão de crescimento de capacidade de 20%. Também nos EUA o apetite avançou 10% e a capacidade, 21%. Em relação ao Brasil, o estudo mostra um avanço de 23% na confiança, mas uma perspectiva de crescimento de apenas 3% na capacidade para negócios. Até mesmo o Reino Unido, após a depressão da recessão, iguala-se ao cenário de confiança global, com um saudável aumento no apetite de 15%, e estimativa de aumento de 11% da capacidade.

 

“As eleições americanas terminaram, a crise do abismo fiscal está sendo contornada ou, ao menos, diferida e a China iniciou a transição para uma nova equipe de liderança. Dessa forma, agora podemos ver que há mais certezas do que havia há seis meses, e que esse fato está fazendo com que os níveis de capacidade e confiança transacionais sejam estimulados gradualmente”, diz Tom Franks. “A última edição do Predictor mostra que, após um longo período de pessimismo, as coisas estão caminhando na direção certa para o mercado de F&A. Sem sombra de dúvidas, os próximos seis meses deverão ser ainda mais interessantes”, conclui.

 

Brasil ainda desperta interesse

 

A outra pesquisa, a M&A Outlook, indica que 35% dos executivos que participaram do estudo afirmaram estar mais otimistas em relação ao mercado de F&A do que há um ano. Outros 44% disseram manter a mesma percepção que tinham sobre este mercado no ano anterior. Apenas 3% dos entrevistados se disse significativamente menos otimistas. A percepção positiva acontece em linha com as expectativas de maior crescimento econômico nos próximos dois anos. Assim, 76% dos pesquisados disseram esperar que suas empresas promovam pelo menos uma aquisição em 2013.

 

O mesmo levantamento mostra que – podendo eleger mais de uma preferência – a vasta maioria dos entrevistados (73%) aponta a América do Norte como destino preferencial para o fechamento de negócios em F&A. Entre as outras regiões mais citadas estão: Europa Ocidental (28%), China (27%) e Brasil (20%).

 

Ainda segundo o estudo M&A Outlook, os executivos – também podendo eleger mais de uma opção – apontam como principais mercados para F&A as áreas de Softwares, Telecomunicações e Tecnologia (com 39% de citações); Saúde e Farmacêuticos (35%); Energia (31%); e Serviços Financeiros (20%). “Vale lembrar que o mercado de Energia passa por um momento de importantes definições no Brasil, com os players de nosso mercado ainda digerindo os efeitos do novo modelo de negócios instituído a partir da MP 579. Assim, é possível que não vejamos este segmento de negócios com tanto destaque logo no início do ano”, indica Luis Motta.

 

Sobre o Global M&A Predictor:

 

O Global M&A Predictor da KPMG, lançado em 2007, é uma ferramenta de vanguarda que permite que os clientes das firmas-membro KPMG prevejam as tendências mundiais em fusões e aquisições. O Predictor analisa o apetite e a capacidade para negócios em F&A ao monitorar e projetar indicadores importantes com 12 meses de antecedência. O aumento ou a queda nos índices Preço/Lucro projetados oferecem uma boa orientação para a confiança global do mercado, enquanto os índices de endividamento líquido em relação ao EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajudam a medir a capacidade de as empresas financiarem aquisições futuras.

 

O Predictor cobre o mundo por setor e região. Ele é produzido semestralmente, utilizando dados de 1.000 das maiores empresas do mundo pelo critério de capitalização de mercado. Os setores de serviços financeiros e patrimoniais são excluídos das nossas análises, uma vez que os índices de endividamento líquido/EBITDA não são considerados relevantes nesses setores. Todos os dados brutos do Predictor são fornecidos pela S&P Capital IQ. Quando possível, os dados de lucros e EBITDA são fornecidos em uma base pré-excepcional, com exceção do Japão, para o qual os GAAP foram utilizados.

 

Sobre a M&A Outlook Survey

 

A M&A Outllok Survey – realizada pela KPMG LLP e a unidade de Pesquisas da SourceMedia, editora da revista Mergers & Acquisitions – analisa os resultados de pesquisa com base nas respostas de mais de 300 profissionais de F&A de empresas dos EUA, de firmas private equity e de fundos de investimento. O levantamento foi realizado logo após as eleições nos EUA em 2012.

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