Brasil

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  • Tipo: Press release
  • Data: 19/2/2013

Go West 

Artigo discorre sobre as oportunidades de negócio na área de vendas, no interior do Brasil.

O antigo lema dos pioneiros da colonização dos Estados Unidos pode muito bem ser adaptado e incorporado por aqueles que pretendem buscar boas oportunidades no mercado do varejo brasileiro. Assim como o inexplorado Oeste norte-americano de outrora, o Brasil tem hoje inúmeras localidades com grande potencial de gerar bons negócios para os que pretendem atuar em vendas ao consumidor.

 

E o lema não precisa limitar-se a “Go West” (vá para o Oeste), pois, apesar de esta região reunir inúmeros potenciais novos “Eldorados” para o varejo, as oportunidades espalham-se por todas as direções pelo País. Segundo as Estimativas da População Brasileira de julho deste ano, elaboradas pelo IBGE, quase 95% dos nossos municípios têm hoje até 100 mil habitantes. Reduzindo o corte, para cidades com população abaixo das 50 mil pessoas, o percentual pouco muda, recuando para quase 90% do total.

 

É sabido que essas pequenas localidades são raramente assistidas pelas tradicionais redes, ou mesmo por empresas de varejo mais estruturadas. No geral, são atendidas por estabelecimentos comerciais locais, com estruturas muitas vezes aquém das necessidades e demandas.

 

Percebemos que as populações de pequenas cidades acabam tendo de recorrer a lojas e prestadores de cidades vizinhas, de maior porte, quando necessitam de certos produtos ou serviços. Mesmo naquilo que está disponível para compra em sua própria cidade, muitas vezes os preços, a qualidade ou a disponibilidade deixam a desejar.

 

A ascensão social dos brasileiros nos últimos anos foi mais marcante nas localidades com população composta por grande proporção de pessoas que estavam excluídas do consumo. Elas acabaram vendo vultosos contingentes de cidadãos passarem a compor a chamada nova classe média brasileira.

 

A ampliação da renda, a partir dos programas sociais governamentais, do aumento real do salário mínimo e, por consequência, das pensões e aposentadorias e do crescimento natural são fatores que permitiram a formação de uma população ávida por bens e serviços. Estar próximo a esse contingente com grande potencial de consumo pode ser um diferencial para a penetração no mercado nacional.

 

É evidente que características marcantes e específicas do Brasil devem ser ponderadas na prospecção de novos mercados. As longas distâncias que separam os principais centros produtores e distribuidores dessas localidades, a precariedade das infraestruturas nacionais e as restrições de oferta de serviços de apoio ao varejo (como a oferta de crédito) são fatores complicadores na hora da decisão pelo investimento em pontos de varejo em pequenas cidades. Uma alternativa seria investir em marketing de divulgação de serviços de venda on-line para esses verdadeiros rincões de nosso País.

 

Porém, não há dúvida de que hoje há um contingente formado por milhões de brasileiros com bom potencial de consumo que está praticamente isolado e distante das oportunidades oferecidas pelo varejo. Analisar a aproximação a essas pessoas deve, com certeza, estar nos planos dos agentes de mercado como grande prioridade.

 

*Carlos Pires é sócio-líder da área de Mercados de Consumo da KPMG no Brasil.

 

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