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  • Tipo: Press release
  • Data: 3/5/2013

Gerenciamento de riscos 

Estudo aponta os oito principais itens de preocupação com relação ao gerenciamento de riscos nas empresas.

Apesar das expectativas de crescimento um pouco melhores para 2013, as economias de países desenvolvidos enfrentam ambientes regulatórios e de compliance cada vez mais complexos no período que se segue à crise financeira agravada no ano passado. Ao mesmo tempo, capitalizar oportunidades no mundo emergente requer que as empresas entendam os novos mercados e aprendam sobre os riscos correspondentes. Consequentemente, a gestão de riscos continua sendo um importante assunto na pauta corporativa global, conclui pesquisa desenvolvida pela KPMG International.

 

Em dezembro do ano passado, a EIU (Economist Intelligence Unit, do grupo The Economist), a pedido da KPMG, realizou uma pesquisa global que contou com a participação de 1.092 diretores executivos. O levantamento buscou explorar como as empresas estão se adequando à integração de uma estrutura conceitual holística de governança, risco e compliance (GRC) por toda empresa. As principais constatações da pesquisa, as quais serviram de base para a elaboração do relatório Expectations of Risk Management Outpacing Capabilities – It's Time For Action (Expectativas de como o Gerenciamento de Riscos Pode Aumentar a Sua Atuação - É hora de agir), são:

 

  1. O gerenciamento de riscos é visto como uma atividade que contribui significativamente para os negócios. Contudo, as organizações precisam aprimorar a maneira com que avaliam como o gerenciamento de riscos traz retorno em relação aos seus investimentos e a maneira pela qual comunicam a sua estrutura e processo de gerenciamento de riscos, os valores gerados e a eficácia da sua aplicação aos seus stakeholders. 
  2.  Os executivos continuam enfrentando desafios em relação à avaliação da exposição a riscos nas empresas que atuam.
  3. Os executivos consideram o gerenciamento de riscos de extrema importância, mas são poucas as organizações que possuem o seu apetite ao risco definido.
  4. As pressões e mudanças relacionadas ao ambiente regulatório são os elementos que representam a maior ameaça às corporações, segundo os entrevistados; já a instabilidade econômica e política em âmbito global é vista como a maior ameaça no cenário de riscos.
  5. Entrevistados acreditam que as unidades de negócio estão mais aptas a avaliar os seus riscos e gerenciá-los do que uma área específica de gestão de riscos, de compliance ou de auditoria interna.
  6. A falta de recursos humanos e de especialistas no assunto impede a convergência das funções de controles internos e de gerenciamento de riscos (considerar o gerenciamento de riscos como parte da estrutura de controles internos da empresa).
  7. Estruturas deficientes de incentivos na remuneração impedem a tomada de decisões baseadas em riscos.
  8. Os gastos para aprimoramento do gerenciamento de riscos continuarão a aumentar ao longo dos próximos três anos.

“O aumento da complexidade e o reforço do marco regulatório dos variados mercados são efeitos naturais em momentos imediatamente posteriores às crises. E o Brasil, como País plenamente integrado no cenário internacional, reflete o arcabouço de medidas que buscam mitigar a exposição das empresas e instituições aos variados riscos. Lidar com as exigências recém estabelecidas pelos reguladores e com as novas realidades de mercado é um grande desafio para que os gestores tratem de modo eficiente e produtivo a exposição corporativa aos riscos”, avalia Sidney Ito, sócio-líder de Consultoria em Riscos da KPMG no Brasil.

 

Sobre a pesquisa

 

Dos 1.092 diretores executivos entrevistados no mundo todo para o relatório Expectations of Risk Management Outpacing Capabilities – It's Time For Action, 28% são CEOs; 18%, CFOs; 7% membros de conselhos de administração e os demais diretores de operações, riscos, da área jurídica, tecnologia, compliance e de auditoria interna. As respostas à pesquisa vieram da América do Norte (25%), da Europa Ocidental (23%) e da Região Ásia-Pacífico (23%), América Latina (15%) e Oriente Médio (13%).

 

Mais da metade (54%) das empresas respondentes possui receitas globais anuais de U$ 500 milhões ou mais, com 37% destas reportando receitas de US$ 1 bilhão ou mais, e 14% com resultados acima de U$10 bilhões. A pesquisa foca principalmente em cinco grupos setoriais que abrangem mais de 75% de todos os respondentes: Serviços Financeiros (17%); Tecnologia, Mídia & Telecomunicações (16%); Bens Industriais Diversos (15%); Saúde (15%); e Energia e Recursos Naturais (14%).

Press Release -  

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