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  • Tipo: Press release
  • Data: 11/1/2013

2013 Global Automotive Executive Survey 

Montadoras priorizam veículos a gasolina até 2018, com carros híbridos vindo como 2ª opção; entusiasmo com eletromobilidade recua; Brasil aparece somente em 4° lugar em relação à expectativa de investimentos nos BRICs

 Na medida em que a economia de combustível permanece sendo uma preocupação central para o público consumidor de veículos, as montadoras globais – que ainda não definiram um rumo claro com relação à adoção eletromobilidade total – planejam continuar a aperfeiçoar o motor de combustão interna, mas também mantêm perspectivas de investimentos em sistemas híbridos plug-in de motorização até 2018, de acordo com a 14ª Pesquisa Global da Indústria Automotiva, realizada pela KPMG International.

 

Também a expectativa de crescimento expressivo dos mercados nos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) e em outros países emergentes – apontada como tendência predominante na pesquisa por quase 86% dos respondentes – redunda no fato de que quase seis entre cada dez entrevistados tenham afirmado que suas empresas ampliarão seus investimentos naquele bloco de países. Assim, de acordo com quase metade dos entrevistados, estima-se que até 2018 os BRICs serão responsáveis pelas vendas de 41% a 50% de veículos novos globalmente. A China é claramente a escolha prioritária para investimentos das montadoras internacionais, seguida pela Índia e, um pouco mais atrás nas intenções, Rússia, em terceiro, e Brasil, na última posição entre os quatro países do bloco.

 

De acordo com o levantamento, não somente espera-se que os BRICs experimentem um aumento nas vendas de veículos, mas as montadoras desses países projetam ampliar exportações para novos mercados nos próximos cinco anos, com as maiores oportunidades de crescimento estando no Leste Europeu e Sudeste Asiático.

 

Brasil

 

“Apesar de todas as incertezas que têm mexido com o mercado automotivo mundial, o Brasil continua mostrando sua força. Tivemos agora em 2012 um novo recorde de vendas, claro que estimulado por uma política de incentivos fiscais que foi determinante para manter o segmento aquecido. O que importa, de fato, é que o Brasil possui um mercado com grande potencial de expansão de consumo, e grandes montadoras de todo o mundo, além daquelas que já estavam por aqui, têm enxergado essa oportunidade e investido no País, inclusive em novas plantas”, explica Charles Krieck, sócio-líder da prática de Indústria Automotiva da KPMG no Brasil.

 

As vendas de veículos automotores novos no Brasil, incluindo carros, caminhões e ônibus, bateu recorde no ano passado, somando 3,8 milhões de unidades, uma alta de 4,65% em relação ao resultado do ano anterior, de acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). A expectativa da entidade para 2013 é de renovação do recorde anual, com aumento de 3,4% nas vendas totais, para um patamar de 3,93 milhões de veículos.

 

Momento de incertezas

 

A contínua incerteza a respeito da viabilidade das tecnologias de eletromobilidade, assim como as novas tendências da globalização, rápida urbanização e uma mudança no comportamento dos consumidores são as principais forças que causarão uma grande mudança no cenário automotivo nos próximos cinco anos, de acordo com o relatório intitulado Managing a Multidimensional Business Model (Administrando um Modelo de Negócios Multidimensional), baseado em pesquisa com 200 executivos da indústria automotiva de 31 países. Espera-se que o impacto coletivo seja sentido em toda a cadeia de valores automotivos, exigindo mudanças radicais nos modelos de negócio das montadoras e de seus fornecedores.

 

“Juntas, essas forças aumentam consideravelmente a complexidade do modelo de negócios das montadoras (OEMIS),” afirma Mathieu Meyer, líder global da prática de Indústria Automotiva da KPMG e sócio da firma-membro na Alemanha. “Enquanto no passado as montadoras concentravam-se na produção de carros com motor de combustão interna, elas têm agora que lidar com uma gama de outras tecnologias de propulsão, novas tendências - como o compartilhamento de carros, ou conectividade à internet -, assim como a importância cada vez maior dos mercados emergentes. Realmente vivemos um tempo de grandes transformações para a indústria automotiva global”, acrescenta.

 

Aperfeiçoamento do motor de combustão interna

 

 O interesse do consumidor na economia de combustível para reduzir gastos é o principal fator a influenciar sua decisão de compra de um veículo, segundo 92% dos executivos que responderam à pesquisa da KPMG. Preocupações ambientais, tais como a redução nas emissões de CO2, são importantes, mas caíram do segundo lugar em importância na pesquisa global da indústria automotiva feita em 2012, para a quarta posição agora, na versão 2013 do estudo.

 

É interessante perceber que, enquanto a expectativa é que os consumidores dos mercados maduros ampliem sua procura por veículos compactos e econômicos, entre os compradores de automóveis dos BRICs as estimativas das montadoras apontam para o aumento da procura por veículos maiores, tais como os chamados SUVs (sport utility vehicles, ou veículos utilitários esportivos). Por exemplo, enquanto a estimativa de crescimento apontada pela pesquisa para o segmento de veículos básicos ficou em 58% para os mercados maduros e em 49% para os BRICS, na faixa dos SUVs os percentuais respectivos foram 39% e 66%.

 

Vinte e nove por cento dos executivos disseram que investirão na redução de tamanho e aperfeiçoamento da tecnologia de motores de combustão interna. Pouco mais da metade dos que responderam à pesquisa disse que o aperfeiçoamento do motor de combustão interna oferecerá o melhor potencial para garantir motores limpos e eficientes nos próximos dez anos.

 

“Há uma crescente percepção de que o motor de combustão interna apresenta ainda margem para melhorias. Isso é uma grande mudança de rota e um sinal de que algumas das mais novas tecnologias estão demorando mais do que o esperado para surgir”, explica Mathieu Meyer.

 

O investimento em tecnologias para veículos híbridos plug-in (que oferecem, além do carregamento das baterias pelo motor a combustão agregado, a opção de plugar o veículo a uma tomada da rede elétrica) serão realizados por 24% dos entrevistados, ao passo que somente 8% disseram que investirão em tecnologias para veículos elétricos puros. “A mudança na visão sobre veículos híbridos puros, plug-ins, veículos movidos a células de combustível e elétricos a bateria reflete a incerteza sobre qual será a tecnologia dominante. No curto prazo, é provável que o motorista individual prefira um híbrido, ao passo que as frotas poderão optar por carros elétricos. No entanto, parece que veículos elétricos puros não prevalecerão, ao menos na próxima década”, conclui Meyer.

 

Crise na Europa; melhor nos EUA

 

À medida que aumenta a disputa entre as montadoras para conquistar os mercados emergentes com alto crescimento, o declínio nas vendas e na produção permanece uma preocupação especialmente na Europa Ocidental, em que uma proporção considerável dos que responderam à pesquisa espera uma diminuição nas vendas e na produção na Espanha, Itália, França e Reino Unido. Os Estados Unidos parecem ter conseguido reverter o cenário negativo, já que mais de 40% dos respondentes esperam que as vendas de veículos permaneçam estáveis ou aumentem.

 

A maioria dos que responderam à pesquisa nos BRICs, assim como na Indonésia, Malásia, México e África do Sul, previu uma tendência crescente de vendas.

 

Tendência à consolidação do mercado

 

Como resposta à diminuição nas vendas e na produção, as montadoras estão observando para o futuro novas maneiras de gerenciar a capacidade de produção. Um quarto dos entrevistados considera a consolidação – por joint ventures ou alianças na indústria – como uma solução apropriada. No entanto, as abordagens variam muito entre os vários países e regiões, não havendo ainda até agora uma solução comum identificada.

 

Em termos da expectativa sobre quais montadoras terão um bom desempenho na participação de mercado nos próximos cinco anos, somente duas são do Ocidente –  Volkswagen e BMW, sendo indicado que a primeira será a líder de acordo com 81% dos que responderam à pesquisa. Quatro montadoras chinesas estão entre as 10 primeiras. A americana Ford perdeu posições na classificação da pesquisa global automotiva da KPMG, caindo de 8ª em 2012 para 14ª, uma posição acima da General Motors (GM), cuja participação no mercado espera-se que aumente, de acordo com 44% dos respondentes. 

 

Mobilidade como serviço nas cidades

 

O rápido crescimento das áreas urbanas e o aumento nos congestionamentos, juntamente com uma mudança na mentalidade dos consumidores sobre ser proprietário de um carro nas cidades, está dando origem a um grande interesse por soluções de mobilidade como novas formas de transporte. Mais de dois terços dos que responderam à pesquisa vislumbram novas soluções alternativas à propriedade individual de veículos, tais como o compartilhamento de veículos ou pagamento conforme o uso. Mais da metade dos entrevistados acredita que a mobilidade sob demanda responderá por entre 6% e 15% da participação no mercado em relação à propriedade individual de veículos até 2025.

 

Para montadoras tradicionais, a mobilidade como serviço (Maas) permanece em uma zona um tanto quanto cinzenta: metade dos que responderam à pesquisa espera que o papel principal nos novos serviços de mobilidade não ficará a cargo das próprias montadoras, mas oferece uma grande oportunidade a novos participantes, de acordo com 46% dos respondentes. O sucesso na mobilidade como serviço será uma proposição de valor baseada na funcionalidade e facilidade de uso. Uma maioria diz que a marca desempenhará um importante papel nesse espaço.

 

O aumento nas restrições à condução de veículos com o objetivo de gerenciar o tráfego e proteger ciclistas e pedestres em áreas urbanas congestionadas terá um impacto dramático no design de veículos, disseram 83% dos respondentes. Veículos menores significam materiais mais leves, como fibra de carbono, titânio e plástico. Quarenta e três porcento dos que responderam à pesquisa esperam que esses tipos de materiais terão produção em massa em até dez anos.

 

Concessionárias on-line

 

A maneira com a qual os consumidores compram seus veículos também está mudando, particularmente nas Américas, onde, de acordo com 83% dos que responderam à pesquisa, as atividades on-line e os intermediários aumentarão. No entanto, os respondentes da Ásia esperam que o modelo tradicional de concessionárias permaneça forte nos países daquela região.

 

Também como fator de modificação do cenário automotivo, 54% dos que responderam à pesquisa citaram a importância da tendência crescente de tecnologias de “carro conectado”, em comparação com 22% na pesquisa de 2012 da KPMG. Espera-se que as empresas de tecnologia (42%) mantenham a liderança em relação às montadoras e aos fornecedores de peças no controle da tecnologia in-car nos próximos cinco anos.

 

Sobre a pesquisa

 

A 14ª Pesquisa Global da Indústria Automotiva – Managing a Multidimensional Business Model (Administrando um Modelo de Negócios Multidimensional), realizada pela KPMG International, teve a participação de 200 executivos da indústria automotiva, incluindo montadoras, fornecedores, concessionárias, prestadores de serviços financeiros, empresas de aluguel e prestadores de serviços de mobilidade em 31 países. Trinta e nove porcento dos que responderam ao levantamento localizam-se na Europa, Oriente Médio e África; 37%, na região Ásia-Pacífico; e 24%, nas Américas. Dos participantes, 99% representam companhias com faturamento anual acima de US$ 100 milhões, e um quarto deles atua em empresas com receitas superiores a US$ 10 bilhões por ano. As entrevistas foram realizadas por telefone entre os meses de julho e agosto de 2012.

           

Para ter acesso ao estudo, clique aqui (PDF - 2.0 mb). 

 

Sobre a KPMG

 

A KPMG é uma rede global de firmas independentes que prestam serviços profissionais de Audit, Tax e Advisory presente em 156 países, com 152.000 profissionais atuando em firmas-membro em todo o mundo. As firmas-membro da rede KPMG são independentes entre si e afiliadas à KPMG International Cooperative ("KPMG International"), uma entidade suíça. Cada firma-membro é uma entidade legal independente e separada e descreve-se como tal.

           

No Brasil, a organização conta com aproximadamente 4 mil profissionais distribuídos em 20 cidades de 11 Estados e Distrito Federal.

 

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