Brasil

Detalhes

  • Tipo: Press release
  • Data: 11/4/2014

2014 Global Audit Committee Survey 

Complexidade da agenda, gerenciamento de riscos e sucessão do CFO são os principais desafios dos comitês de auditoria

Comitês de Auditoria no mundo inteiro concordam que está cada vez mais difícil, em virtude do volume de trabalho, supervisionar, ao mesmo tempo, a atuação da gestão nas atividades de gerenciamento de riscos, e a elaboração das demonstrações financeiras das empresas. Esses dados foram retirados da sétima pesquisa global sobre os Comitês de Auditoria (2014 Global Audit Committee Survey), realizada pelo ACI Institute da KPMG com aproximadamente 1.500 membros de comitês de auditoria de 34 países. Também foi constatado que o plano de sucessão do CFO (Diretor financeiro) é um assunto que precisa ser melhor monitorado.
 
Segundo a pesquisa, embora muitos Comitês de Auditoria sejam os principais responsáveis por dar suporte aos Conselhos de Administração no monitoramento da estrutura e das atividades de gerenciamento de riscos pela gestão, há uma grande preocupação sobre a efetividade deste gerenciamento, considerando o grande número de riscos críticos enfrentados pelas empresas (cumprimento às diversas leis e regras regulatórias; lei anticorrupção; segurança da informação e estrutura do sistema de TI; e as diversas ameaças financeiras emergentes). Constatou-se que 43% dos respondentes estão satisfeitos em relação ao tempo dedicado e expertise de seu comitê de auditoria para supervisionar esses riscos, contudo este mesmo percentual admite ser um desafio cada vez maior manter a qualidade da supervisão e assegurar que as empresas sejam alertadas e rapidamente tomem providências, à medida que os riscos surgem ou se tornam significativos.
 
Cerca de 26% dos entrevistados diz que houve redistribuição ou rebalanceamento das responsabilidades de supervisão dos riscos entre seu conselho de administração e seus comitês, 22% criaram novos comitês para focar em riscos/questões específicas e ainda 36% informaram que mudanças são consideradas para um futuro próximo.
 
"No Brasil, as pautas do Conselho de Administração e dos Comitês de Auditoria não estão diferentes", disse Sidney Ito, sócio-líder do ACI Institute e da área de Consultoria em Riscos da KPMG Brasil e América do Sul. "Supervisionar a qualidade das demonstrações financeiras e as atividades da auditoria externa, bem como assegurar que o processo para a elaboração destas demonstrações sejam efetivas e com recursos adequados e suficientes, já são tarefas que exigem muita dedicação e conhecimento. A pesquisa sugere que é esperado que a auditoria interna tenha suas responsabilidades ampliadas. Contudo é necessário avaliar se estas estãoestruturadas e têm apoio para isso”, alerta Ito.
 
Quanto à questão do CFO e o time de finanças, também foram observadas certas preocupações. Globalmente, somente 38% dos respondentes disseram que suas empresas possuem um plano de sucessão para o CFO formalizado e em vigor; em 29% das empresas não há processo formal de avaliação do CFO.
 
Embora os Comitês de Auditoria estejam satisfeitos com a maior parte das informações que recebem em relação aos principais riscos enfrentados pelas empresas, aproximadamente um em cada três respondentes informaram que os dados sobre segurança da informação (cibersegurança), tecnologias emergentes (redes sociais e telefones móveis) e planos de crescimento e de inovação da empresa precisam de melhorias.
"Os resultados da pesquisa devem servir como um catalisador para aplicação das mudanças e melhorias que forem necessárias nesse momento, com os Comitês de Auditoria se adequando a um cenário econômico, regulatório e financeiro que se apresenta cada vez mais desafiador”, complementou Ito.
 
Brasil
 
Com 81 respondentes, o Brasil teve a quarta maior participação entre todos os países pesquisados. “Um grande destaque no Brasil é que as empresas não-listadas/ familiares estão cada vez mais preocupadas com as suas práticas de governança, ou seja, não é uma questão regulatória. Isso é refletido no dado que mostra que 27% das respondentes brasileiras se enquadram neste tipo de companhia, contra 8% quando analisamos os participantes dos outros países”, analisa Ito.
Um dos itens no qual os respondentes brasileiros apresentam maior diferença das respostas globais se refere à qualidade da informação. “No Brasil, assim como no resto do mundo, as questões regulatórias e incertezas econômicas são fatores que preocupam o empresariado. Porém, aqui no país, vemos que o empresariado ainda espera uma melhor qualidade nas informações que recebem e que dão base para os indicadores de riscos”, afirma o executivo.
 
Outras constatações globais importantes incluem:


• Os principais desafios enfrentados pelas empresas: regulamentações, incerteza e volatilidade e risco operacional - seguidos por talentos, mudanças tecnológicas e rupturas no modelo de negócios, riscos cibernéticos e inovação.


• Somente 62% responderam que estão satisfeitos com o fato de a empresa ter identificado "indicadores de tendências" que mostram para onde a empresa está indo e se sua estratégia está no caminho certo.


• Foco/satisfação do cliente e eficiência operacional foram citados como os fatores influenciadores não financeiros de valor, a longo prazo, mais importantes para a execução bem-sucedida da estratégia da empresa.


• A maioria dos respondentes disse que, nos últimos anos, suas empresas poderiam estar mais bem preparadas para atender às mudanças regulatórias significativas, às questões relacionadas à ética e ao compliance, às rupturas no modelo de negócio e aos principais progressos tecnológicos.


• Mais de 80% disseram que a função da auditoria interna deveria abranger mais do que a adequação dos relatórios e dos controles financeiros visando a incluir outros riscos enfrentados pelas empresas; contudo, somente 50% disseram que a auditoria interna possui atualmente as habilidades e os recursos para ser eficaz na função que eles idealizam.
 
Para acessar a pesquisa, clique aqui (PDF - 1.31 mb).

 

Sobre a KPMG
A KPMG é uma rede global de firmas independentes que prestam serviços profissionais de Audit, Tax e Advisory presente em 155 países, com 155.000 profissionais atuando em firmas-membro em todo o mundo. As firmas-membro darede KPMG são independentes entre si e afiliadas à KPMG International Cooperative ("KPMG International"), uma entidade suíça. Cada firma-membro é uma entidade legal independente e separada e descreve-se como tal.

No Brasil, a organização conta com aproximadamente 4 mil profissionais distribuídos em 22 cidades de 13 Estados e Distrito Federal.


Twitter: @KPMGBRASIL
Site: kpmg.com/BR

Atendimento à imprensa
Ricardo Viveiros & Associados - Oficina de Comunicação (RV&A) 
Marcel Trinta - marcel.trinta@viveiros.com.br - 11 3736-1127
Bianca Antunes - bianca.antunes@viveiros.com.br - 21 3218-2024 
Caroline Norberto - caroline@viveiros.com.br - 11 3675-5444 
Roberta Freitas - roberta.freitas@viveiros.com.br - 21 3218-2079 
Ligia Daniele – ligia.daniele@viveiros.com.br – 11 3675-5444

 

Twitter: @RVComunicacao 
Site: viveiros.com.br


 

Press Release -  

Compartilhe

Compartilhe isso

Cadastre-se agora

Cadastre-se para selecionar os conteúdos de seu interesse e receba atualizações automáticas dos últimos artigos e publicações da KPMG no Brasil. 

 

Já é assinante? Faça o seu Login.  

 

Ainda não é assinante? Cadastre-se.